ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 576 - 9/2/2010
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Toda a imprensa do mundo num só lugar: no Google
Postado por Carlos Castilho em 9/9/2008 às 15:53:24
 
 

Se alguém ainda tem alguma dúvida de que a Google já é uma empresa de mídia, pode tirar o cavalo da chuva, pois estamos assistindo o surgimento do maior banco de dados jornalístico da história da imprensa mundial.

 

A Google acaba de iniciar a digitalização do arquivo de edições completas de jornais pequenos e médios, cujas páginas estarão disponíveis para consultas online exatamente como foram publicadas. O mais antigo jornal , ainda em circulação, publicado nas Américas, o Quebec Chronicle-Telegraph, disponibilizou o seu arquivo de 244 anos.

 

O Google News Archive, que começou a indexar, em 2006, os arquivos digitais de jornais como o The New York Times, Washington Post e The Times, pretende ser a principal referência em matéria de buscas a notícias e informações guardadas em arquivos de jornais no mundo inteiro. A empresa não divulgou quantas publicações já aderiram ao projeto.

 

Este serviço complementa a indexação de notícias de atualidade executado pelo Google News, um sistema automático de captura de informações publicadas em aproximadamente sete mil jornais, revistas, agências de noticias, noticiários de radio e de televisão do mundo inteiro. Só em inglês são monitorados 4.500 páginas web de empresas jornalísticas.

 

O mecanismo de buscas em arquivos de  jornais desenvolvido pela Google é bastante sofisticado porque junta várias publicações numa mesma página de resultados (1 e 7) , permitindo a comparação. Além disso, o usuário pode aplicar o efeito zoom (2) para ver detalhes da página (3) , fazer buscas por página para identificar artigos correlatos(6) , pode compartilhar o material com outras pessoas (4) , sem falar na possibilidade de imprimir e arquivar (5) .

 

Uma busca pela palavra Ronaldinho no Google News Archive Search fornece 166 mil resultados e noticias sobre o jogador publicadas desde 1980 até 2008. No alto da página, há uma linha do tempo onde o usuário pode fazer buscas por ano.

 

Ao concentrar em seus computadores a memória jornalística do mundo nos últimos dois séculos, a empresa Google deu mais um grande passo no sentido de transformar-se na principal repositária das informações produzidas pelo homem. Nunca na história da humanidade uma instituição, pública ou privada, acumulou tanto capital intelectual.

 

A Google não tem o poder de controlar a informação, mas, ao indexá-la em seus computadores, pode recombinar o material por meio de processamento analítico para produzir novos conhecimentos. Isto lhe confere uma extraordinária vantagem em relação a qualquer outra instituição do planeta.

 

As conseqüências deste acúmulo da informação surgirão nos próximos anos, quando a empresa, criada há uma década  por dois estudantes da Universidade de Stanford, começar a faturar em cima do seu mega banco de dados. 
Comentários (4)
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Jose  de Almeida Bispo, Publicitário e radialista (Itabaiana/SE)
Enviado em 13/9/2008 às 13:46:43

Ah, caro Edilson (Sanharó/PE), com certeza já existem critérios de classificação, sim. Se corre algum "por fora" ou por dentro mesmo, isso eu não sei; mas que tem critérios de classificação, isso tem. Ninguém prega prego sem estopa ou, como preferem os "doutos", "não existe almoço de graça" (Milton Firedman). Até no YouTube já existe. Certos verbetes, por exemplo, que não interessa ao comitê local no Brasil costuma aparecer lá atrás na lista, por mais específico que você seja na busca. A vantagem da rede é que por enquanto ela é indomável. Logo, assim que alguém tenta por peia em algo, esse algo surge adiante mais vigoroso. Mas deve estar "assim" de técnicos estudando como funciona na China.
Antonio  Brasil, Jornalista (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 11/9/2008 às 18:18:43

Castilho, caro E os telejornais? Quando veremos todos os telejornais na rede? Esta questão é ainda mais dramática no Brasil. Acesso "livre" aos nosso telejornais é fundamental para conhecermos a nossa história recente. Assim como os jornais impressos, deveriam ser considerados documentos de interesse nacional e estarem arquivados em local público de acesso livre. O nosso futuro merece conhecer e preservar o nosso passado na TV. Forte abraço Brasil
Comentário do Autor

Antonio,
Você já deve conhecer, mas por via das dúvidas te passo a dica. O site VideoSurf http://www.videosurf.com/ ainda está em fase beta mas vale a pena testar, porque oferece uma excelente alternativa para buscas em video. Estou usando e gostando muito porque inclui telejornais (claro que só os americanos, por enquanto). Um grande abraço Castilho

Inacio Rodrigo de Castro  Castro, Real Estate Specialists (Sao Paulo/SP)
Enviado em 11/9/2008 às 08:34:33

A nossa empresa tambem vem usando o banco de dados do google atraves do buscador.Acreditamos ser a maior ferramenta existente no mundo.
Edilson  Luiz da Silva, Funcionário Público (Sanharó/PE)
Enviado em 10/9/2008 às 13:27:09

Acho interessante essa idéia do Google tornar-se nosso armazém de informação. Só devemos ter cuidado com quem eles colocarão no topo da lista quando for solicitada a pesquisa. Como é um serviço gratuíto (por enquanto), não é improvável um jornal oferecer algum por fora para ter sua reportagem em primeiro lugar. A qualquer momento estou em meu quintal. QUINTALDOPROFETA.BLIG.IG.COM.BR
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Carlos Castilho
* Ex-repórter - revista Fatos & Fotos
* Ex-redator internacional - JB
* Ex-editor internacional - Opinião
* Ex-editor telejornais - TV Globo
* Ex-chefe do escritório da TV GLobo em Londres
* Ex-redator - Cadernos do Terceiro  do Terceiro Mundo;
* Ex-correspondente latino americano  do jornal Público/Lisboa
* Ex-editor internacional do JB;
* Ex-editor associado do The World Paper/ Boston;
* Ex-editor latino-americano da agência IPS - Costa Rica;
* Ex-consultor de advocacy na mídia para a União Européia;
* Professor de Jornalismo Online , Faculdades ASSESC (Florianópolis);
* Professor de Projetos Multimídia (pós-graduação latu senso) no CESUSC / Florianópolis;
* Professor de Jornalismo Online (curso a distância) no Knight Center, Universidade do Texas; 
* Autor do capítulo Webjornalismo no livro No Próximo Bloco - Editora PUC/Rio -2005.
* Autor do prefácio e tradução do livro Jornalismo 2.0, de Mark Briggs, publicado pelo Centro Knight, da Universidade do Texas.
* Mestre em Mídia e Conhecimento pelo EGC/UFSC. 
-Reside em Florianópolis / SC
email ccastilho@gmail.com


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